sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

"Apenas Promessas"


     Promessas, palavras ditas ao vento

     Que se perdem com o tempo na memória  da ingratidão.


     Sonhos nascidos na expectativa do encanto

     Ilusões que percorrem o caminho da solidão.


     Mentiras tão doces quanto suaves que embargam o peito

     Traem a alma e despedaçam o coração.


     Promessas, pássaros lindos que carregam sonhos

     Criam esperanças, trazem até o perdão

     Mas dilaceram a alma, afogam o olhar em lágrimas

     Trazem o pranto como único cântico de lamento

     Transformando todo o canto e beleza do momento

     Em pedaços destruídos pela traição.




"Desolação"

           
                Cansada estou

                Meus olhos pesados

                O coração apertado

                Respiro fundo e...

                ...mais um passo dou.

                Meu corpo grita, ferido, machucado.

                Descoberto pelo temor,

                Enfraquecido pela solidão

                Choro, corro, me desespero

                Nem os sonhos me restam

                Só a dor do que fui carrego

                E a esperança, só amanhã buscarei,

                Pois hoje,

                O que sou renego.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"A Distância"


      Lembranças, rastros de luz que ficaram para trás, que iluminam meus passos fortalecendo minha vontade de te encontrar.

      O silêncio que vem da noite, o eco vazio de um choro que trago sufocado no peito. 

      Ausência e desespero.

      Busco uma palavra, um olhar ou apenas um aceno. Um fio que fortaleça essa espera.

      A memória me falha, só vejo o presente. Meu passado se apaga, uma luz fraca que resiste ao tempo insiste em me perseguir.

      Um passo para o amanhã... outro passo...

      O caminho de volta se desfez. O olhar já não brilhará. 

      A luz se perdeu. 
     
      O tempo não voltará.



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

"Sem Lamentos"

   
    Em algum lugar no tempo,

    Encontro forças para olhar o passado e dizer que passou.

                Apenas  sigo e parar não é permitido

                Lamentos já não devo ter

                Só assim posso te esquecer.






"Recaída"

                Para onde irei?

                Como esconder-me?

                Libertei-me do conveniente e saio em busca de um novo caminho.

                Mas como limpar-me desse fel que pesava na alma?

                Como esquecer a dor e o lamento do engano passado?

                Novos sonhos estão tão longe

                Que direção tomar?...

                Não penso

                Não sei

                Mas sigo em frente

                Desafiando o destino e apenas acreditando que só mais um pouco

                e tudo mudará.








quinta-feira, 9 de julho de 2015

"Canto para a Vida"

    
    Haja o que houver

                Não desista

                Não se envergonhe dos seus sonhos

                Saia das sombras e acorde

                Respire do novo ar

                Desfrute do que a vida te dá

                Traga de volta a memória das coisas boas

                E dance com as recordações da alma

                Se a dor chegar,

                Permita que ela entre

                Aprenda com ela, mas permita que ela te deixe

                E quando finalmente uma lágrima transbordar

                Chore, grite e renasça.



domingo, 8 de março de 2015

"Protesto Culposo"

             
                Queria tanto que meus dias fossem diferentes

                Que as pessoas mudassem ou que eu apenas as aceitasse, ou melhor, me calasse.

                Vem cá, veja isso, prepare aquilo, conserte, cozinhe, dirija!!!

                O que é isso?

                Que loucura é essa?     

                Que liberdade insana!

                Somente a necessidade de pedir, pedir, pedir...mas e eu?

                Quem me socorre?

                Tudo o que escuto são petições

                Estou cansada de doar-me

                Nada disso acaba, e ao final o que se faz ainda não está bom!

                Quero correr, gritar, às vezes bater ou apenas chorar.

                Silêncio já seria bom, e ajuda, quase um milagre.

                Mas porquê reclamar?

                O caminho eu escolhi

                Os papéis assinei

                As pernas abri e

                O bebê eu pari.

                Agora devo seguir

                Porque daqui não mais sairei.